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justsmile

20
Ago18

Tudo irá mudar, há que acreditar

(Imagens retiradas daqui)

 

       Sou terapeuta da fala. Apesar de neste momento trabalhar como administrativa numa empresa que nada tem a haver com a minha área, sou terapeuta da fala. Mas também sou administrativa, sem formação, mas com quase tanta experiência como ser terapeuta da fala. A minha vida profissional não tem sido a mais brilhante, apesar de todos os locais por onde passei admirarem a minha responsabilidade, saudarem a minha assiduidade e me elogiarem a alguns níveis, a verdade é que a sorte nunca esteve bem do meu lado. O meu percurso profissional não tem sido o desejado e este ano decidi que seria o ano, depois do casamento, depois das mudanças, de começar a focar-me em alterar esta minha condição laboral (relembrar-me: uma coisa de cada vez, agora é a vida profissional). Tenho tentado fazê-lo, nunca parei de o fazer, de procurar mais e melhor, dentro e fora da área, mas parece que não me enquadro em nenhum quadro empresarial, parece que o meu currículo ou a minha fotografia não estão a ser atractivos para ser uma candidata apelativa.  Decidi que 2018 seria o ano de fazer um esforço ainda maior para encontrar o meu lugar ao sol, mas parece que estou no meio de dois mundos completamente diferentes e que me encontro numa espécie de limbo. Quero mudar, quero crescer profissionalmente, mas parece que não consigo mexer-me, que não me dão oportunidade de demonstrar as minhas verdadeiras capacidades, já nem digo na minha área de formação, mas até fora dela.

         Encontro-me numa situação que não sei muito bem como lhe pegar. Eu sei o que gosto, sei o que quero, mas também ao que estou disposta a aceitar ou a tentar. Para encontrar emprego minimamente estável na minha área de formação (algo que para mim é essencial, estabilidade financeira), era preciso um milagre, mas um milagre daqueles enormes. E por ter consciência da realidade do mundo laboral, estou disposta a aceitar empregos fora da minha área de formação e naquela que tenho experiência neste momento, mas parece que o factor de não ter formação profissional tem-me deixado para o fundo da lista dos candidatos. Eu bem que quero investir em formação, eu bem que quero crescer e não sei bem para onde me virar, até porque os meus horários são de loucos e em momento nenhum consigo encaixar uma formação. E mesmo que conseguisse? O que iria tirar? Uma pós-graduação, uma formação profissional que equivale a um décimo segundo ano, uma nova licenciatura ou até um mestrado na área de administração (será sequer que tal coisa seria possível?)? Já há algum tempo que me tenho sentido sufocar profissionalmente, tento evitar pensar no assunto, continuo a responder quase diariamente a anúncios para as duas áreas, mas a verdade é que nada tem acontecido. Sei que até ao casamento evitei pensar no assunto, encontrar soluções e focar-me nos objectivos do momento, mas agora que quero começar a mexer-me, começar a mudar esta minha sorte, parece que me sinto presa e sem saber como me mexer.

        Tento acreditar diariamente que esta minha sorte vai mudar. Levanto-me todos os dias, vou trabalhar e não é tão mau assim, apenas me sinto desmotivada. Levo o dia normalmente, com boa disposição, mas é quando paro para pensar nesta minha situação que me sinto entristecer. Todos os dias espero que surja a oportunidade da mudança, que me faça sorrir e que me faça evoluir profissionalmente, mas parece não surgir. Sei que a solução passa apenas por um lado, continuar a lutar, tal como a M* referiu no post dela sobre algo tão semelhante à minha vida profissional. Sei que não posso perder a esperança, sei que é necessário acreditar e continuarei a fazê-lo, mas a verdade é que a cada dia que passa parece ser mais difícil lidar com a desmotivação. O que me vale? Os colegas próximos de trabalho, se não fosse isso acho que já teria enlouquecido. Até encontrar essa oportunidade que tanto desejo, vou aproveitar esta companhia, mas uma certeza tenho, as coisas hão de mudar, pois estagnar não é opção.

 

17
Ago18

Afinal ainda se fazem votos de casamento!

   

(Imagem retirada daqui)

 

     Sempre quis dizer os nossos próprios no dia do casamento. Inicialmente não foi fácil convencê-lo, mas ao fim de alguma insistência e uma quantidade enorme de argumentos, Ele lá cedeu e no dia do nosso casamento teríamos os nossos próprios votos. Queria algo nosso, não queria que fosse igual aos de toda a gente e muito menos e que fossem palavras banais e atiradas ao vento. Admito que não foi a coisa mais fácil de escrever, queria dar-lhes a perfeição, mas foi ao fim de alguma divagação que se eu própria não era perfeita, porque haveria de querer limar cada linha das minhas palavras? Deixei então fluir, num dos meus momentos de inspiração e até ao dia do casamento nunca mais lhes toquei. Escrevi de uma só assentada, sem revisões, sem alterações, mas sabia que ali estavam os meus sentimentos, aquilo que lhe queria dar de mim e partilhar com todos naquele dia. Hoje deixo-vos aqui um dos momentos mais marcantes da nossa cerimónia de casamento, os meus votos.

 

        "Dizem que tudo acontece por uma razão e cada vez mais acredito nisso. Entraste na minha vida naquele ano por uma razão. Encontramo-nos naquele momento da vida por uma razão. E a razão é apenas uma: porque a minha felicidade estaria ligada a ti. Quando nos conhecemos nunca o imaginei, afinal na minha cabeça eras aquele menino betinho que me via como a menina betinha. No entanto quis a vida trocar-nos as voltas e sermos um para o outro aquilo que nunca nos tinha passado pela cabeça. Ao teu lado aprendi a ser mais paciente, mais confiante e em ti encontrei uma calma que não imaginava ter em mim (mesmo tu não sendo a pessoa mais calma deste mundo). Deste-me uma felicidade de conto de fadas que pensava existir apenas nos livros que dizes que tanto leio, mas pela primeira vez compreendi que os contos de fadas existem, mesmo que 'o feliz para sempre' tenha os seus percalços. Quem diria que passados cinco anos de nos conhecermos estaríamos aqui, perante toda a nossa família e os nossos amigos para selarmos promessas de amor eterno. E passados esses cinco anos, perante Deus e perante todos te prometo dar os sorrisos nos dias difíceis. Ouvir-te nos momentos de confusão interna. Ajudar-te a levantar quando caíres, mas acima de tudo prometo estar a teu lado em todos os momentos, os bons, os maus e os assim-assim. Prometo amar-te, mesmo quando a paciência me faltar. Prometo tentar dar-te o melhor de mim. Mas para além de te prometer, quero agradecer-te, agradecer-te por quem me ensinaste a ser, mas principalmente por teres entrado na minha vida e me amares tanto como te amo. Contigo é para o infinito e mais além."

16
Ago18

Check list do feriado

(Imagem retirada daqui)

 

      Falar e escrever sobre os nossos problemas sempre nos ajudou a lidar com eles de uma melhor forma. Fazer listas também ajuda a manter a organização e a gerir melhor o tempo. Nos últimos tempos as únicas listas que tenho feito são as de supermercado, apenas por uma razão, a lista de coisas a fazer era tão grande que acreditava que iria criar um elevado nível de pressão e frustração ao ver uma lista enorme de tarefas para concretizar. No entanto, dei por mim a criar uma espécie de lista quando partilhei com vocês o que me andava a fazer confusão no início desta nova vida a dois. Inconscientemente ao partilhar com vocês as coisas que ainda não tinha conseguido arrumar e organizar, dei por mim a fazer uma lista de tarefas que precisavam de ser cumpridas. Ao exteriorizar o caos que ainda sentia na minha nova casa, apercebi-me realmente do que tinha que fazer e ontem foi o dia de o concretizar.

        Durante o feriado de ontem tinha a ambição de ir à praia, mas a verdade é que o nevoeiro que aparecia nas câmaras online não atraiu a nossa atenção e decidimos ficar por casa. Enquanto Ele optou por ficar no sofá a ver notícias e mais notícias (eu já vos disse que Ele sóoooo vê notícias e o repeat das mesmas e os comentários das mesmas?), eu decidi que o melhor seria aproveitar e arrumar aquelas gavetas da mercearia, escrever nos frascos das mercearias e arrumar a temida gaveta dos recibos e fazer a respectiva lista das nossas despesas. Ainda de pijama, depois de ter feito o almoço e ter arrumado a cozinha (Ele ontem teve a sorte de eu estar cheia de genica e de fazer tudo), atirei-me às tarefas que me andavam a atormentar a alma de cada vez que me sentava no sofá. Tarefas feitas:

       - Todas as despesas lançadas na aplicação do telemóvel e recibos devidamente guardados na minha adorada caixa de sapatos;

       - Gaveta das mercearias e armário das mesmas arrumados e muito mais organizados;

       - Uma máquina de roupa escura lavada, seca e ainda dobrada;

       - Organizar o móvel da entrada de forma prática e coerente, finalmente tal coisa aconteceu e agora está bem mais prático;

       - Congelar alguns legumes para não os deixar estragar;

      Quando Ele me viu a mexer muito, decidiu deixar a morrinha de lado (vá, parcialmente) e forrou as gavetas e os armários que estavam em falta. Além destas tarefas todas ainda consegui fazer o meu primeiro bolo na Yammi, dar um jeito à depilação (ainda não vos falei do milagre da depilação a laser, pois não?) e pintar as unhas dos pés  Foi um dia bastante produtivo e ao final da noite consegui sentar-me no sofá sem a sensação de peso na consciência das inúmeras coisas que tinha para fazer, afinal já todas foram descartadas da lista.  Pela segunda vez, em mais de um mês, tive a oportunidade de me sentar no sofá no final da noite e ler um bocadinho do meu livro, tenho-vos a dizer que foi a melhor sensação do mundo!

       Um feriado caseiro, mas muito produtivo!

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