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justsmile

Seg | 11.01.16

Vida de desempregada #14

(Imagem retirada da Internet)

 

Tempo de desemprego: 122 dias.

Número de anúncios na área: 17 (talvez menos?).

Número de anúncios respondidos fora da área: 57.

Número de entrevistas: 1+1+1 (1 fora da área, 1 na área e 1 a caminho de acontecer).

Número de currículos entregues em mão e via online: depois dos 302, perdi-lhes a conta.

Respostas: 23.

 

Ao fim de 4 meses de desempregada, faz precisamente hoje 4 meses, tive finalmente uma entrevista na minha área na semana passada. Não, não foi uma óptima entrevista. Não, a proposta não foi nada aliciante (pelo contrário). Não, ainda não obtive resposta quando ma deveriam ter dado no próprio dia à noite. E não, não fiquei esperançosa nem triste por não receber resposta. 

Tenho um historial de entrevistas fenomenais nos últimos dois anos (aqui e aqui) e acabo por já nem saber reagir a entrevistas estranhas sem normalidade. Lido com elas, como se fossem perfeitamente normais, o que começa a tornar-se assustador. Na última semana fui chamada para uma entrevista num gabinete que tinha deixado o meu currículo voluntariamente. Fiquei contente claro, imaginei logo que nem que fosse um part-time eu ficaria feliz. Mas não poderia ser uma entrevista perfeitamente normal, sendo a Just, teria de haver ali algumas coisas, fora do dito 'normal'.

 

Realidades da entrevista:

- Numa hora propuseram-me 3 possibilidades e no fim ficaram sem efeito porque faltava falar com a terceira sócia. 1ª possibilidade: ir, para já, uma vez por semana dar sessão a um único menino e ter de abrir recibos verdes. 2ª possibilidade: dar a sessão no escuro e assinar papéis para a segurança social com o número da minha cédula profissional; 3ª possibilidade: estágio profissional, para um menino ('para já', reforçavam elas) e fazer workshops e publicidade ao gabinete.

- O que me pagavam à hora não era propriamente desagradável.

- Uma das sócias mal se apresentou começou a falar da mãe que estava doente.

- Um gabinete pequeníssimo para três sócias.

- ! Não me fizeram perguntas sobre a minha experiência profissional, apenas me disseram o tipo de patologias com que trabalhavam (este ponto deixou-me indignada, não precisam de saber se tenho experiência?).

 

A entrevista durou 1 hora e está no meu top 3 de entrevistas esquisitas. Pela relação de familiaridade que não existia, mas parecia estar presente. Pela necessidade de me auto-proteger informando que já tinha estado em situações desagradáveis e que não as voltaria a repetir e até tive de as questionar 'Mas será que estágio profissional compensa para um menino?'. Tive ainda que dizer que não queria tirar o trabalho a ninguém e muito menos a uma colega da área e que eu era apenas uma terapeuta. Foi uma entrevista tão esquisita que saí de lá sem qualquer tipo de pensamento, ambição ou emoção. Foi como se nem tivesse estado presente numa entrevista, de tão estranha que foi.

Será que estas coisas entrevistas são só para mim ou sou eu que sou esquisita?

E assim continuo desempregada, sem novidades, mas com pelo menos mais uma entrevista!

 

P.S.: E vou agora a caminho de mais uma, sem saber bem para o que vou, mas desejem-me sorte.

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