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justsmile

Qua | 21.10.15

Vida de desempregada 11#

(Imagem retirada da Internet)

 

Tempo de desemprego: 38 dias.

Número de anúncios: 5 (talvez menos?).

Número de entrevistas: 0.

Número de currículos entregues em mão e via online: 127.

Respostas: 11.

 

Esta é a minha estatística como desempregada. Têm sido estes os números a passarem-me pela cabeça e apercebo-me de que as coisas estão negras, muito negras. Ao fim de 2 anos a trabalhar como terapeuta da fala, ao fim de 4 anos de licenciatura e 16 anos de estudo (no total) e mais de 150 de formação paga do meu bolso, questiono-me quando será correcto desistir de trabalhar na minha área de formação? Será que existe alguma fórmula matemática que me indique que ao fim de X tempo de formação, com Y tempo de desempregada, no dia Z posso procurar emprego fora da área? Sei que são tudo números, mas estes são os números da minha vida. E agora pergunto-me se não haverá por aí um outro número que não me faça sentir mal ao procurar emprego fora da minha área.

Tenho esporadicamente mandado currículos para anúncios de lojas e de outras coisas que nada têm a haver comigo e o meu pai resmunga comigo, diz que estou há pouco tempo desempregada. Quando digo a Ele que mandei para uma loja, Ele afirma que ainda passou pouco tempo e que tenho de ter paciência que ainda vão surgir mais oportunidades. Os amigos dizem que acham que ainda conseguirei alguma coisa na área. E a minha mãe? "mas tu não vais ter paciência para estar numa loja e muito menos para dobrar roupa.", respondeu-me ela ao saber que me tinha candidatado, a minha resposta? Simples, pois bem, não me imagino a fazer mais nada que me dê tanto prazer como aquilo para que estudei tanto tempo, mas preciso de dinheiro. Quando se faz o que se gosta e se batalhou tanto para isso é difícil imaginar-se noutros papéis, noutras funções e por muito que tente não tenho conseguido. Claro que não me tem impedido de mandar currículos para tudo e mais alguma coisa, mas que é difícil de saber se gostarei sem experimentar é. Parece que para além de mim, ninguém me imagina a trabalhar noutra coisa e em teoria defini o final do mês para 'desistir' desta minha obsessão de querer trabalhar naquilo que gosto e naquilo para que me formei, mas será suficiente?

Era então a solução matemática do X e do Y que me dariam a data perfeita, o Z, para finalmente partir para outras áreas sem peso na consciência, sem achar que estou a desistir facilmente. Sem achar que não tentei, que não batalhei para fazer aquilo que me faz feliz. 

Será que ninguém me dará essa fórmula milagrosa? (Isso ou um emprego como terapeuta da fala, claro). Senão, pergunto, quando se deverá desistir de procurar emprego na área?

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