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justsmile

Qui | 21.01.16

Trauma da infância: ser menina das alianças

(Imagem retirada da Internet)

 

Em leituras, o Andy Bloig lembrou-me de um dos meus maiores traumas da infância: ser menina das alianças. Sim, aqui a Just não gostou de ser menina das alianças, não uma, mas duas vezes!

 

Trauma nº1: A primeira vez ainda me dá comichão, imaginem lá o trauma!

O meu primeiro vestido de menina de alianças era uma coisa medonha. Devia ter cerca de 5 anos e uma amiga da minha tia, sem sobrinhas, convidou-me para ser a sua menina das alianças. A minha mãe achou gracinha à situação e lá fui eu. Pouco me lembro do casamento, mas sempre que a senhora me vê adora apresentar-me ou comentar 'Ai, esta é a Just, foi a minha menina das alianças no meu casamento!', imaginem que bonito comentário a alguém com 24 anos. Mas falando do vestido medonho, que é a única parte de que me lembro de todo o casamento. Era cor-de-rosa (a minha cor de ódio de estimação, desde sempre), farfalhudo e além de ter imenso tule (ou lá como se escreve) tinha ainda um tecido que me picava imenso! Lembro-me perfeitamente da comichão que o raio do vestido dava e de como nunca mais deixei a minha mãe vestir-mo. É que para além de picar, teimava em prender-me o pescoço e fazer ainda mais comichão!

 

Trauma nº2: Aqueles sapatos!

A segunda vez que fui menina das alianças, menina das flores, devia ter 7 anos. Apesar da curta distância de tempo lembro-me melhor porque era o casamento da minha tia. O trauma? Além do vestido com balões nos ombros, novamente o arquinho na cabeça com as repinhas para a frente, os sapatos eram do pior! Duros que nem pedra, e por incrível que pareça, no espaço de duas semanas começaram a apertar-me, chegando ao ponto de fazer bolhas. Todos os convidados, mais ou menos próximos, comentavam com a minha mãe 'Olhe que os sapatos parecem aleijar a menina', ao que a minha mãe respondia prontamente 'Ah não! Ela não está habituada e até são os mesmos que vai levar à primeira comunhão' acontecimento que teria ocasião passado um mês. Por isso imaginem, não sofri uma vez com o vestido e os sapatos, mas duas vezes.

 

Digam lá que não tenho razão para estes acontecimentos na minha vida me terem traumatizado?

Prometo que se um dia me casar não criarei traumas a nenhuma criancinha!

 

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