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justsmile

Qui | 30.07.15

Somos um povo esquecido

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(Imagem do Diário de Notícias)

 

Ontem, a caminho do trabalho ouvi a notícia de que o novo fármaco contra a Hepatite C tinha já salvo a vida de alguns milhares de doentes. No entanto, enquanto ouvia a notícia parecia-me surgir na cabeça a imagem de um governo e ministério salvador que decidiu de forma voluntária fornecer o tratamento. Hoje ao ler as notícias no Diário de Notícias, no Público e no Jornal de Notícias deparo-me com a mesma imagem de um governo espectacular que decidiu salvar a vida destas pessoas que, felizmente, com o tratamento aumentam a esperança de vida. Até aqui tudo bem. É o dever do Serviço Nacional de Saúde proteger e salvar os seus doentes, doentes que descontam todos os dias para esse mesmo serviço, com o suor do seu trabalho, e que lhe recorrem quando necessitado. É realmente de louvar o tratamento que o Ministério da Saúde conseguiu disponibilizar e que de forma tão rápida começou a salvar vidas.

Mas será que nos esquecemos de como esse tratamento foi conseguido? Não, não foi pelo número de mortes por hepatite C. Não, não foi apenas porque alguém se lembrou que se existe uma cura para tal doença o melhor é usá-la. Não. Foi graças a este acontecimento e a esta manifestação! Disso, pouco se fala na notícia ou simplesmente se omite. Surge agora um governo heróico e esquecem-se as pessoas que lutaram para conquistar esta vitória.

É triste, mas somos um povo muito esquecido.

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