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justsmile

Ter | 07.11.17

Mataram a Cotovia (16/20)

(Imagem retirada daqui)

 

      Há muito que a minha curiosidade tinha despertado para este livro. Ouvia falar maravilhas dele e após a morte da autora a curiosidade ficou mais presente. Fui adiando, pois tinha sempre livros na estante e outras prioridades, contudo este ano tinha decidido que seria o ano de ler este livro. Na Feira do Livro apanhei-o numa boa promoção e lá veio ele para casa juntamente com mais uma mão cheia de livros. Assim que terminei de ler Mulherzinhas, sabia que este seria a minha próxima leitura. Sinceramente não sabia muito bem o que esperar, não tinha lido nenhum resumo e nem prestei muita atenção à contra-capa, simplesmente me guiei pelas maravilhas que as pessoas diziam sobre este livro (às vezes faço isso, não leio sequer as contra-capas e vou à descoberta). Peguei no livro, comecei a ler e fiquei imediatamente agarrada à sua escrita. Harper Lee escreve de uma forma envolvente, mas suave, descreve as coisas com tamanha simplicidade que foi impossível não me apaixonar pela sua escrita. Apesar de ser um livro com uma história triste, uma história dura, o livro em si tem uma leveza que me atraiu desde as primeiras linhas. 

      Esta é a história de um preto (desculpem os mais sensíveis, mas irei usar os termos do livro) que é acusado injustamente da violação de uma jovem. Para compreenderem melhor, a história passa-se nos anos 30 em pleno Alabama. Esta é a história de Scout e Jem, duas crianças que se vêem envolvidas nesta história apenas porque o pai é o advogado de defesa. No fundo é uma história simples, sobre a perspectiva de duas crianças ao redor de uma história trágica, mas que nunca deixam de ser elas próprias. É a história de dois irmãos que crescem juntos, mas com feitios completamente diferentes e que conta a história da sua infância com tal clareza, com tal simplicidade que é impossível não ficarmos agarrados à sua história. Apesar de tudo o que os envolve é o mistério do vizinho da casa ao lado que os deixa com a imaginação a trabalhar, o vizinho que nunca sai de casa.

     Este foi sem dúvida um dos melhores livros que li este ano, se calhar já o disse com outro livro, mas este marcou-me de uma forma especial. Achei o livro simplesmente genial e a forma como um tema tão controverso é transmitido de uma forma tão simples torna este livro num dos melhores livros que já li. Já para não falar do final que me supreendeu, deixando-me com uma sensação de satisfação que muitos livros não conseguem.

      Este foi sem dúvida uma das grandes surpresas na leitura este ano. Já estou ansiosa por ler o próximo de Harper Lee.

 

"-És muito nova para perceber - disse ela -, mas por vezes a Bíblia nas mãos de um homem é pior do que uma garrafa de wisky nas mãos do... olha, do teu pai!"

 

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