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justsmile

Qua | 16.03.16

Há amizades que valem a pena!

(Imagem retirada da Internet)

 

Não sou pessoa de ter muitas pessoas a quem possa chamar de amigos. Para mim 'amigos' é um termo restrito a determinadas pessoas. A maioria chamar-lhes-ia de colegas, amigos são aqueles com quem falo, que me conhecem mais do que a superfície e que sabem que não sou aquela pessoa durona que por vezes tento transparecer. No fundo tenho poucos amigos, mas os que tenho e que posso chamar-lhes de amigos compensam por tudo o resto. Posso não estar todas as semanas com eles, não preciso de falar todos os dias com eles, mas sei que quando mais preciso estão do meu lado. Uma chamada, uma sms e um 'café urgente!' marcado em cima do joelho simplesmente para conversar.

Sou uma pessoa reservada, talvez por isso diga que não possa chamar amigos a todas as pessoas que convivem comigo (sei que pode não parecer, mas é verdade). Sou uma pessoa que à primeira vista transmite algo que não é, talvez mais dura do que aquilo que sou na realidade, mas não me importo. Aqueles que me são essenciais conhecem-me e sabem quem realmente sou. Sei que não é fácil entrar nesta categoria a quem chamo de 'amigos', mas quando deixo entrar é para entrar mesmo. Não sou pessoa de pedinchar, nem de andar atrás de alguém, mas gosto que façam o esforço que também faço para manter uma amizade. Uma amizade pessoal, em que cada um de nós dá um pouco de si, em que não há problemas em falar seja sobre o que for e que mesmo sendo as verdades amargas, elas sejam ditas. Quando deixo alguém entrar na minha vida deixo mesmo, mas quando quebram esse meu elo de confiança posso perdoar, mas nunca mais será a mesma coisa. Nunca mais me volto a entregar da mesma forma que me entreguei, talvez por isso já tenha perdido tantas amizades ao longo do tempo. No entanto, a verdade é que, por muita saudade que tenha delas, sei que tomei a atitude correcta. A amizade é como o amor, é preciso estimar, não deitar as palavras ao vento e sim cravar as mãos na terra e trabalha-la. Não é colocar milhentas fotografias em diário público e no fundo ser tudo uma fachada para uma amizade superficial que de profunda não tem nada.

Admiro aquelas pessoas que fazem amizades rápidas. Admiro aquelas pessoas que têm sempre amigos para quem ligar e sair numa sexta-feira à noite. Eu não tenho, Ele sim, mas não me importo, pois sei que os que tenho fariam de tudo por mim. As minhas verdadeiras amizades são reduzidas e têm vindo a reduzir-se ao longo dos anos, mas não me importo, pois sei que os que ficam são os que valem a pena e os que ficam são os que fazem justiça à palavra amizade. Desse lado (entenda-se da blogosfera)? Encontrei algumas pessoas a quem chamo de amigas, que me surpreende a rapidez com que lhes dei esse título, mas também sei que me conhecem tão bem como eu própria e isso? Isso vale tão a pena! Saber que apesar de todos os defeitos tens alguém que fica do teu lado e te aceita como és. Que houve os teus lamentos e não se queixa de tal coisa, que houve as tuas histórias e não te julga. Amizades assim são para a vida e são essas que quero ao meu lado. Os colegas, esses são apenas para algumas saídas divertidas, para conversas pouco profundas e que verão sempre em ti defeitos que não sabem ser virtudes, mas também fazem parte da vida. Por vezes, acabo por me cruzar mais com colegas que com amigos (não fossemos ter vidas tão diferentes e distantes), mas não me importo, pois sei que quando precisar são os amigos que me ajudarão a pôr a minha vida no caminho certo.

Um brinde aos verdadeiros amigos que por aqui passam, e esses nem precisam que lhes diga quem são pois já o sabem!

 

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