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justsmile

Qua | 27.09.17

E o ano passou em dias...

   

(Imagem retirada daqui)

 

     Tenho dado por mim sem saber bem para onde foi o tempo. Ainda ontem era Janeiro e já só faltam três meses para o natal. Olho para trás e cada mês que passou parece-me apenas um dia. Janeiro foi o mês da decisão de começarmos a preparar o nosso futuro juntos. Em Fevereiro adquirimos o nosso terreno, ficamos com a carteira lisa por causa de impostos e em Amesterdão fui pedida oficialmente em casamento. Em Março reservamos a quinta. Em Abril apenas me recordo da Páscoa e que foi o mês em que os sábados desapareceram do meu dia de descanso. Em Maio sei que o trabalho começou a surgir sem fim e até ao final de Julho sei apenas que contratamos o fotógrafo para o casamento e que o terreno ficou finalmente limpo (isso e a nossa carteira). Julho foi o mês das férias, mas já há muito que não as sinto. Agosto foi o mês de começarmos a pedir orçamentos para as nossas obras, mês de termos um muro construido, experimentar vestidos de noiva e de sentir o final do verão. Setembro então, esse nem percebo bem como passou tão rápido, deu-se início à campanha eleitoral, continuamos com os orçamentos das obras, trabalhos ao sábado, trabalho diário até às 19h e estou há quase duas semanas sem pegar num livro. Mas é ao olhar para trás que todos estes momentos de 2017 me parecem apenas dias. Os meses converteram-se em dias na minha memória e não consigo compreender como o tempo passou tão rápido. Sinto o cansaço no corpo, sinto a sensação de que estão quase a terminar alguns projectos, mas não sinto que o mês está a acabar. O tempo tem passado por mim e apesar da concretização e da felicidade que sinto, não o tenho visto. Tem passado como uma miragem, em que a realidade de 2017 é gerida na memória em meros dias. Sinto-me cansada, as horas de sono já têm sido poucas, os fins-de-semana para descansar inexistentes e nem ao final do dia tenho conseguido reservar aqueles minutos só meus, mas a verdade é que me sinto como não sentia há muito. Sinto-me plena, sinto-me verdadeiramente feliz. Aos mais pessimistas tenho sempre de lembrar que tenho problemas, que ainda continuo com ‘ses’ na minha vida, mas aos que gostam de mim, aos que se preocupam, aos que se importam, digo a verdade, que sou feliz. Que todo este ano, até agora, me tem feito sentir crescida, completa e feliz.

        Haverá melhor sensação do que um cansaço feliz?

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