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justsmile

Qui | 18.02.16

É deprimente!

(Imagem retirada da Internet)

 

Hoje, pela primeira vez, candidatei-me a um cargo na função pública. Preparei atentamente a papelada, preenchi o impresso XPTO com todo o cuidado e com a ajuda d'Ele, li mais uma vez o Decreto no Diário da República e com 5 dias úteis para concurso lá fui eu entregar a papelada necessária.

Chego aos Recursos Humanos da Câmara em questão, com a companhia de uma amiga, e a fila é grande, mas começa a ser interminável atrás de mim. Numa necessidade de organização rápida, as senhoras começaram a dividir candidatos e lá fui eu com mais três pessoas para uma sala. Enquanto esperamos acabou por falar-se dos códigos e da probabilidade de se ficar, falava com pessoas mais velhas que eu e que teriam muito mais experiência.

- Deveria ter um espaço para colocar o grau de parentesco. - Comentou um senhor com idade para ser meu irmão.

- Eu já concorro por concorrer, não tenho esperança. - Responde a senhora à questão. Ri-me e apenas disse.

- Eu já só o faço por descargo de consciência, pelo menos tentei.

- Mas há que ter esperança. - diz-me ela sorrindo e dizendo que poderia vir a ter sorte.

- Não acredito muito em milagres. - Rimo-nos e direccionamo-nos cada um para uma secretária para terminar a candidatura. 

O quão deprimente é sabermos que nos candidatamos a um lugar que nunca será nosso, pois não temos o factor C? Eu respondo, muito deprimente.

 

P.S.: Tirando Ele que conseguiu um desses estágios por ser o único candidato à vaga.

 

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