Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

justsmile

Qui | 29.10.15

Dia Mundial do AVC

Quem não conhece alguém que já teve um AVC? Uma vizinha talvez, o pai de um amigo, o tio do patrão ou até aquela prima em terceiro grau. Eu conheço dezenas de pessoas que tiveram AVCs e se posso dizer que realmente afecta uma idade maior, a verdade é que posso também dizer que afecta qualquer um de qualquer idade. Já trabalhei com jovens com menos de 20 anos com sequelas de um AVC, já vi mães de 30 anos com hemiparésias e até uma criança que teve um AVC ainda na gestação, mas que trouxe consigo as sequelas para o crescimento.

Nenhum de nós está livre de sofrer um AVC amanhã e se uns dão sinais disso, outros são silenciosos até ao momento em que nos deixam deitados no chão e nada mais nos permitem fazer. Ao longo da minha experiência profissional descobri muitas famílias que sofreram AVCs e não, não digo pacientes, digo famílias, pois quando algo de mal acontece toda a dinâmica de uma família se altera e todos sofrem em conjunto. Em o adulto e a doença falei dessa perspectiva, de que não se sofre sozinho quando um AVC surge, toda uma família sofre e vê a sua vida parada e alterada e se uns nunca colocaram a sua vida em risco outros colocam-na diariamente e dizem em voz alta (tal como o meu pai) 'Quando morrer morri', mas sabem o maior problema do AVC? É que muitas das vezes não se morre, ficam apenas os seus sinais para o resto de uma vida, que pode ser breve ou longa. Uma mão que deixa de conseguir escrever, um bife que se deixa de conseguir comer, uma música que deixa de se conseguir cantar ou uma partida de futebol que deixa de se conseguir realizar.

Por isso hoje, neste dia Mundial do AVC, uma realidade cada vez mais presente nas famílias, deixo uns conselhos de Terapeuta da Fala (mas que poderiam ser de qualquer profissional) do que podemos fazer para prevenir:

1. Alimentação saudável, não quer dizer que de vez em quando não nos percamos com um bom presunto (apesar do risco de cancro não o elimino por nada da minha vida), mas é necessário não abusar.

2. Diminuir consumo de sal, as tensões altas é um dos riscos para o AVC.

3. Colesterol controlado, nós portugueses adoramos comida com muitas gorduras, o problema? O colesterol aumenta e o risco de AVC também vai atrás.

4. Não fumar, o tabaco é um dos maiores riscos. É absurdo o número de pessoas que eram fumadoras e que tiveram AVCs, este é o factor que me faz mais confusão, visto ser um hábito voluntário.

5. Diminuir o consumo de álcool, um ou dois copos por dia não é risco, o risco é o abuso das substâncias.

 

6. Exercício, uma coisa tão cliché, mas a verdade é que aumenta a circulação, diminui gorduras no sangue e gasta energias indesejadas que foram consumidas ao longo do dia, ideal para diminui o risco de AVC. Não é necessário ir correr a maratona, basta uma caminhada.

 

7. Aqueles que já têm problemas de coração têm de ser acompanhados com maior frequência para ter a certeza de que tudo está ok.

 

E lembrem-se, previnam o AVC, não só por vocês, mas pela vossa familiar!

5 comentários

Comentar post