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justsmile

Qui | 18.08.16

As Brumas de Avalon

(Imagem retirada daqui)

 

Li o I volume de As Brumas de Avalon graças à Magda. Gostei imenso do livro e fiquei desejosa de ter os restantes volumes nas minhas mãos. Assim que os tive li-os de uma assentada só.

Quando peguei n’As Brumas de Avalon sabia que ia entrar num mundo de fantasia, batalhas e um imaginário sem fim, o que nunca me tinha passado pela cabeça é que iria passar por todos os tipos de emoções ao envolver-me nas suas páginas. As Brumas de Avalon retratam a época de Arthur e uma guerra entre Deus e Deusa, em que o cristianismo ignora todos os outros deuses e todas as suas tradições. Morgaine é a personificação da Deusa, que após muitas batalhas interiores entre si, a Deusa e todos os que a rodeavam, finalmente regressa a Avalon para lutar pela Deusa.

Ao longo dos livros tive realmente todo o tipo de emoções, irritei-me com Gwen pela influência que os padres tinham nela e, que por sua vez, ela tinha sobre Arthur levando-o a trair Avalon. Fiquei sempre com a sensibilidade aguçada quando se tratou de Morgaine, sem dúvida a minha personagem preferida, que apesar de todas as suas batalhas interiores, se mostra forte aos seus princípios e aos amores que lhe surgem pelo caminho. No entanto, o seu amor pela Deusa mostrou-se sempre superior levando-a a sofrer de formas trágicas. Fiquei contente quando Lancelet finalmente deixou a corte e fiquei chocada quando determinadas personagens morreram ou se viraram contra o lado negro. O fim, contudo, foi o que realmente me surpreendeu, impedindo-me de escrever sobre ele durante dias. O fim da saga mostrou-me que nem sempre conseguimos aquilo que queremos ou que consideramos o melhor, mas que conseguimos adaptarmo-nos a nossos tempos e novas situações sem nunca deixarmos de ser quem somos.

É uma saga cheia de magia que me deixou sempre a pensar sobre a forma como a religião impôs tantas regras, fez dos nossos instintos mais naturais pecados e em como minimizou sempre o papel da mulher. Fez-me pensar em como a sociedade ainda parece regida por uma ‘religião superior’ em que determinadas regras continuam sem fazer sentido e ainda assim são mantidas. Mais que um livro de fantástico, foi uma saga que realmente me fez reflectir sobre tudo o que sei até hoje e que, de uma forma ou de outra, me ajudou a crescer.

Se vale a pena ler esta saga? Oh se vale e o quanto aprenderão sobre a vida!

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