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justsmile

Sex | 30.09.16

Anexos (20/25)

(Imagem retirada daqui)

 

Rainbow Rowell habituou-me a uma leitura juvenil, adolescente e leve. Rainbow ensinou-me a viajar no tempo e a reviver os sentimentos do primeiro amor e de se ser adolescente. Eleanor & Park prendeu-me pelo romance improvável, mas Fangirl fez-me lembrar a época em que escrevia ficção. A leveza da sua escrita, a viagem no tempo e as histórias originais e tão actuais fizeram-me ficar fã da sua escrita. Os seus livros são perfeitos para serem lidos entre livros mais pesados, que obrigam a pensar mais e que até envolvem mais drama. São livros que ajudam a relaxar e a viver sentimentos que achávamos perdidos no passado. Decidi então, na Feira do Livro do Porto agarrar-me a Anexos, e apesar do ser o seu primeiro livro foi o que menos me prendeu.

Anexos é a história de Lincoln que tem um trabalho um tanto ou quanto absurdo, mas acredito que necessário em algumas empresas, ler emails dos seus funcionários. É num desses dias de trabalho que se cruza com os emails entre Beth e Jennifer, duas amigas com vidas e personalidades bastante diferentes. Ao longo do tempo Lincoln apaixona-se pela pessoa que Beth é, mesmo sem a conhecer fisicamente, apaixona-se pela sua escrita e pelo sentido de humor. E todo o enredo anda envolta de um homem de 29 anos, imaturo que tenta descobrir-se a si próprio e ganhar a sua independência. Se gostei do livro? Sim, sem qualquer tipo de problema, mas não me prendeu da mesma forma que os restantes livros que já li da autora. As personagens são jovens, mas não se encontram na faixa etária que estava habituada da autora. Os sentimentos são confusos, mas parecem-me menos explorados e mais confusos. Não deixou de ser um livro leve, de boa leitura, mas desta vez não me conseguiu prender.

Continuo a gostar da autora, sem qualquer tipo de dúvida, mas espero que os restantes livros sejam melhores que o primeiro, assim como já o comprovei com outros.

 

«'Eu não fui feito para isso', gritou ele. 'Olha para mim. Sabes que é verdade'. E pela primeira vez, talvez desde sempre, ele não parecia na boa. Parecia um pouco em pânico. E um pouco zangado. 'Não quero amar tanto alguém que essa pessoa ocupe toda a minha cabeça, todo o meu espaço. Se soubesse que ia sentir isso por ti, tinha me ido embora há muito tempo. Quando ainda conseguia.'»