Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

justsmile

Ter | 12.01.16

A verdade sobre o caso Harry Quebert (2/25)

(Imagem retirada da Internet)

 

Desde que a Magda falou deste livro que fiquei com ele na cabeça, depois veio a M.J. e ainda a Pandora. Acho que ainda vi algures em mais alguns blogs e fiquei sempre com aquela ansiedade de saber afinal que livro seria este que agora parecia surgir à minha frente em todo o lado, nomeadamente lojas. No Natal Ele ofereceu-me uma edição especial do livro, com capa dura, tal como gosto e assim que tive oportunidade comecei a lê-lo. Foi então que percebi o alarido que havia em volta do livro. É fantástico e é impossível largá-lo!

O livro inicia-se com a descoberta do corpo da jovem Nola de 15 anos, trinta e três anos após a sua morte. Em Aurora tudo volta a acontecer passados trinta e três anos, os sentimentos voltam à flor da pele e todas as memórias daquela época surgem como se fossem antes. Todos os habitantes têm algo a dizer, por muito pouco que seja. Marcus é o jovem escritor, que após o enorme sucesso do seu primeiro livro está com uma 'branca' e que nada consegue escrever e é ao refugiar-se em Aurora com Harry, o seu mentor, que fica a saber (três meses depois) que Nola foi encontrada no terreno da casa de Harry. É após a acusação de Harry e a descoberta da sua relação com Nola que Marcus se envolve numa investigação intensa para ilibar o seu único amigo de toda a confusão mediática que o envolve.

É um livro emocionante, um thriller absolutamente impossível de largar. Li em menos de uma semana o livro, mas porque andei a tentar saboreá-lo e fazer com que durasse o máximo de tempo possível aquelas 680 páginas que me ficaram a saber a pouco. Há romance, há ilusão, há reviravolta atrás de reviravolta que nos impede de chegarmos sozinhos ao assassino de Nola e de Deborah, que morre no mesmo dia ao tentar salvaguardar a jovem. Até às últimas páginas do livro é impossível adivinharmos o que realmente aconteceu naquele dia 30 de Agosto de 1975. É toda esta impossibilidade de adivinhação que agarra o leitor e o impede de pousar o livro. Há uma confusão de pensamentos e emoções provocada no próprio leitor, em que muitos momentos me fez pensar 'mas como é possível?'. As personagens são tão bem construídas e todos os seus factos que a meio do livro parei e fui simplesmente ao Google tentar compreender se o livro seria baseado em factos reais, mas não, todo este enquadramento fantástico vem da mente de um único senhor. Mas que livro, mas que emoções, pena é o seu fim, que apesar de maravilhoso e ter mais uma reviravolta (perdi-lhes a conta ao longo do livro), deixa o sabor de querer ficar mais saciada.

Um livro que terminei com vontade de o voltar a ler mais tarde, sem toda a ansiedade de terminar e que me deixou uma vontade imensa de me voltar para a escrita e trabalhar no sonho de escrever um livro. Sim, porque depois de ler este livro só sonho em um dia editar um. 

Sem dúvida um dos melhores livros que li nos últimos anos, mais que recomendadíssimo!

 

«"Um texto nunca está bem" dizia ele. "Há simplesmente um momento em que está menos mal do que antes."»

24 comentários

Comentar post