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justsmile

Dom | 26.06.16

A livraria dos finais felizes (14/25)

(Imagem retirada daqui)
 
Numa conversa do Facebook a Magda mostra-me uma página deste livro e diz-me 'Isto é tão nós!' e realmente reli-me naquelas palavras. Ao fim de algum tempo Ele ofereceu-me o livro, sabendo que já não tinha mais nenhum na prateleira depois de acabar o que estava a ler. Agarrei-me ao livro e se não fosse a realidade teria-o devorado em dois dias (se tanto!). 
Várias foram as vezes em que pensei 'Porra, esta sou eu! Esta paixão pelos livros é a minha!', a paixão de Sara pelos livros era realmente igual à minha e muitas das suas palavras já tinham sido proferidas por mim em algum momento da minha vida. Parece que alguém do outro lado compreendeu o que consigo sentir pelos livros. A paixão, a ligação, o escape e tudo aquilo que digo que os livros me fazem sentir. Nunca antes tinha-me lido num livro de uma forma tão pura e tão singela. O livro foi lido aos bocadinhos entre horários loucos, novas rotinas e pedacinhos de tempo em que estava livre. Está cheio de dobrinhas nas folhas com as partes que quis mesmo guardar e estou como a Magda diz: É um livro para reler!
Sara deixou a Suécia para visitar Amy nos Estados Unidos da América, uma amiga com quem trocou livros durante alguns anos. A paixão pelos livros uniu-as e o facto da livraria onde Sara trabalhava ter falido levou-a a aventurar-se numa viagem nunca antes imaginada. A surpresa é grande quando Sara chega e não encontra Amy, a partir daí tudo se desenrola de forma tão natural e tão envolvida num ambiente de livros que me prendeu de tal forma à história que mesmo com o livro fechado não conseguia parar de pensar nas palavras que tinha livro. Há milhentas referentes a livros que já li e a outros que ainda desejo ler, há referências aos sentimentos que os livros nos transmitem e ao sabor doce que nos dão à vida. Um livro sobre livros, sobre um sonho e como todos esses livros transformaram a vida de uma cidade.
Decididamente, um livro para apaixonados por livros.

 

 

"Sara não era boa com conversas de circunstância. Não lhe ocorria nada que pudesse dizer, por isso manteve-se calada. Sem que disso se apercebesse, segurava o casaco com firmeza pelo bolso, onde, pelo sim, pelo não, enfiara um livro. Achava que não podia propriamente retirá-lo do bolso, embora fosse mais do que óbvio  que Tom não tinha qualquer vontade de falar com ela. Nesse aspecto, as pessoas eram estranhas. Podiam até não ter um pingo de interesse em nós, mas mal pegávamos num livro, nós é que estávamos a ser malcriados."

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