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justsmile

Ter | 12.09.17

O Hipnotista (14/20)

(Imagem retirada daqui)

 

      Não conhecia, até à bem pouco tempo, o sucesso que os escritores Lars Kepler estavam a ter. A curiosidade apenas surgiu quando nas notícias ouvi uma reportagem sobre eles e fui investigar um pouco mais. Num ano que ando virada para thrillers, a curiosidade despertou em mim e decidi que este seria o ano de ler um dos livros deles, aliás, o que queria ler eram todos, mas no entretanto já desisti. E se desisti não foi por não gostar, foi simplesmente para ter oportunidade de variar de autores e de tipos de leituras, porque adorei o livro e a escrita empolgante. Numa excelente compra online de livros usados adquiri o livro por dez euros e assim que tive oportunidade empenhei-me em lê-lo.

      Joona é um detective que ao assistir ao cenário de um assassínio macabro decide tomar conta do caso e investigar o que a todos parecia fácil. Joona segue o seu instinto e do início ao fim do livro usa a frase 'Eu tinha razão', pois foge a todas as expectativas e a tudo o que parece ter uma resposta fácil, vai em busca da difícil e remexe em todos os aspectos que acabam por escapar aos outros profissionais. E é com este caso que Joona se cruza com um hipnotista de renome e que o envolve na busca de pistas para ainda ter oportunidade de salvar uma última pessoa da morte certa. Mas a história não se fica por aqui, não fosse a história chamar-se 'O Hipnotista'. Na tentativa de ajudar Joona, Erik deixa-se envolver no caso e algo de terrível acontece com a sua família, fazendo-o confundir factos, lembrar pedaços do seu passado como hipnotista profissional e a necessidade de solucionar um caso ainda mais próximo de si do que aquele para que foi chamado. Se começar a falar mais sobre o livro vou enchê-lo de pormenores que vos vou estragar a leitura, por isso vou-me ficar por aqui.

      Um livro destes autores de sucesso que muito me surpreendeu. Não sei se estava à espera de um livro tão entusiasmante e tão pouco previsível. É um thriller cheio de acção e de reflexão, mas na medida certa, o que tão poucos autores conseguem fazer. É um livro entusiasmante que nos faz ansiar pelas próximas páginas sem perdermos o rumo da história. Foi sem dúvida um livro que adorei ler pela sua imprevisibilidade, pelo factor surpresa que tantas vezes me cativou e por até a algumas páginas do fim não conseguir descobrir o seu desfecho, como tantas vezes faço. É sem dúvida um livro envolvente que nos levas para um cenário assustador, cheio de suspense e de reviravolta atrás de reviravolta. Num ano de excelentes leituras, quem me acompanha sabe, este livro foi sem dúvida mais uma dessas adições. 

       No fim do livro ficou apenas o desejo de ler o próximo dos mesmos autores, talvez não em 2017, mas quem sabe em 2018.

 

"«Porque o passado não está morto. O passado nem sequer passou.», costumava eu dizer, citando o escritor William Faulkner. Referia-me a cada pequena coisa que acontece a um ser humano o acompanha até ao presente. Todas as suas vivências influenciam cada uma das opções, e, tratando-se de experiências traumáticas, o passado passa a ocupar todo o espaço do presente."