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justsmile

Sex | 25.08.17

G - Género literário que não lês

G - Género literário que não lês

 

Por norma não leio ficção ciêntifica, mas isso não quer dizer que nunca lerei. Simplesmente não é algo que costumo apreciar, mas se surgir algo que me pareça bem, não direi 'nunca'.

 

Por 26 dias, euMagda PaisMaria João CovasSofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.winkFátima BentoHappyCarla B. e Princesa Sofia respondemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às segundas, quartas e sextas, às 14h, não se esqueçam de cuscar as nossas respostas, em cada um dos blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados no Sapoblogs com esta tag.

Sex | 25.08.17

Uma entusiasta pelo minimalismo

      Esta curiosidade pelo minimalismo entrou na minha vida em 2013, quando pela primeira vez me apercebi de que muito daquilo que tinha vindo a fazer na minha vida afinal poderia ter um nome, apesar de estar muito longe de me considerar uma minimalista. No entanto, o tempo foi passando, fui mantendo alguns hábitos comigo e foi quando dei comigo a pensar em grandes projectos de vida que comecei a ficar mais interessada no minimalismo. Em agosto de 2016 comecei a estar mais consciente dos meus planos para o futuro e daquilo que realmente me fazia feliz. Tinhamos começado a procurar casa ou um terreno para construção e foi quando a palavra 'casamento' começou a surgir mais nas nossas conversas. Foi aí que me apercebi que para a concretização de tais desejos teria de melhorar os meus hábitos de poupança e até definir melhor as minhas prioridades. Aos poucos, com alguma pesquisa e com o auxílio fantástico do Pinterest fui-me apercebendo que poupança muitas vezes está aliada a um estilo de vida minimalista, um estilo de vida que cada vez mais começou a ser parecido com aquilo que imaginava para mim. Mas foi em 2017, pouco depois do ano ter começado e de ter começado a definir objectivos de poupanças, que tomei a real consciência de que o que queria na minha vida era realmente algo muito próximo do minimalismo. O ano começou, foi passando e só nos últimos dois meses me dediquei realmente a investigar, a ler testemunhos, a aprender dicas de como conseguir uma melhor qualidade de vida seguindo algo como o minimalismo.

      O que é o minimalismo?

      "Então, o minimalismo é um estilo de vida, em que a procura pela felicidade se foca naquilo que nos deixa felizes e não na quantidade de coisas que nos rodeiam em casa e na própria vida. O que se pretende é que se consiga viver com menos posses e menos responsabilidades em relação a elas, menos consumo, menos atribuições no dia-a-dia e menos confusão na rotina. Assim, sobra energia para a família, amigos e passatempos. A ideia suporta-se em limpar a casa e retirar tudo aquilo que não é utilizado, criar listas de tarefas e agendas semanais, comprar menos coisas (unicamente as essenciais) e em obter os prazeres da vida." Acho que neste post de 2013 consegui explicar melhor o minimalismo do que imaginava.

      Porque gosto do minimalismo?

       Admito que inicialmente, quando me deparei com o primeiro conceito de minimalismo, achei demasiado para mim. Separar-me de todas as minhas coisas, móveis e deixar uma casa branca e estéril me parecia demasiado 'hippie', mas foi agora com novas pesquisas que me apercebi o quão ridícula estava a ser. O conceito que tinha de minimalismo era demasiado extremo e o minimalismo não precisa de ser nada disso. E é o que me faz gostar do minimalismo, cada um pode desenvolver o seu próprio estilo de minimalismo sem deixar de lado as coisas que mais gosta, basta ter o espírito de viver com menos e procurar a felicidade naquilo que não é material que já podemos ser considerados minimalistas.

       Este conceito de precisarmos de pouca coisa para sermos felizes sempre se encaixou naquilo que tenho como conceito de felicidade. Fui aprendendo ao longo da minha idade adulta que para ser feliz não preciso de coisas, mas sim de momentos. Assim como aprendi que isso apenas vem de nós próprios e nada mais. Não deixo de querer os meus livros comigo, mas isso faz-me feliz. Não deitei as minhas caixas de fotografias fora, porque adoro que a minha história não seja digital. E nem sequer me livro de pequenas recordações que me enchem o coração, mas simplesmente porque me fazem feliz. E esse é o conceito do minimalismo, simplificar e procurar sempre a felicidade. É fantástico como o minimalismo transformou algo que me parecia tão básico, como manter a casa arrumada, em algo que me irá dar tempo para ser realmente feliz.

      Porque quero abraçar o minimalismo?

    Como já referi, inconscientemente, quando comecei a definir os meus principais objectivos para os próximos quatro/cinco anos percebi que poupar teria de ser uma prioridade de forma a conseguir conquistar aquilo que tenho idealizado para mim. Foi nesta definição de prioridades, nesta organização interior da pessoa que sou, do auto-conhecimento que tenho desenvolvido nos últimos anos, em que me comecei a definir como uma pessoa simples, que me apercebi que não sou feliz por ter isto ou aquilo, mas sim por ter feito isto ou aquilo. Foi dentro desse conceito que compreendi que queria menos, para conseguir mais. Com o minimalismo tenho aprendido que ao destralhar a minha vida, ao eliminar focos de atenção e de distracção do meu dia-a-dia, vou conseguir concentrar-me mais e melhor naquilo que quero atingir e conseguir ser feliz durante esta viagem.

        Odeio limpar a casa, odeio fazer tarefas domésticas e tenho aprendido que ao ter poucas coisas, ao manter uma casa arrumada, ao manter-me organizada não preciso de perder horas em tarefas que não gosto. Basta manter-me organizada, que aquilo que não gosto de fazer passa de uma tarefa de três horas para hora e meia. É também ao ter menos coisas que vou conseguir manter-me mais arrumada. É ao desligar-me de objectos que nada me dizem que vou dar espaço para entrar coisas novas que me trazem a felicidade. É ao ser um bocadinho egoísta, porque no fundo acaba por ser um pouco disso, que vou ter tempo para cuidar de mim, para fazer as coisas que realmente gosto.

        No fundo, o que quero alcançar com o minimalismo é um escape ao stress que a sociedade nos impõe. Quero fugir ao consumismo frugal de que só ao ter me sinto feliz. Quero ficar livre de problemas financeiros por gastar naquilo que não devia ou devo. Quero principalmente sentir-me livre, livre de coisas que me fazem mal, livre de situações desagradáveis e livre de pessoas e situações sociais que nada me dizem. Porque o minimalismo não se prende ao físico, mas a tudo o que envolve a nossa vida. Sei que é uma longa caminhada, sei que estou no início e que o que fiz até agora não é suficiente, mas tenho aumentado a minha consciência sobre o assunto e agora tudo o que faço faz-me questionar se realmente o faço para ser feliz. E penso que esta será uma caminhada ao longo da vida, sem um final em concreto, mas que me fará levar a caminhos felizes.

         Estou mesmo entusiasmada com isto do minimalisto, até já me sinto mais leve!