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justsmile

Sex | 31.03.17

Fim-de-semana? Pela agenda não parece...

Eu sei que o fim-de-semana está à porta, mas para estes lados não soa muito a fim-de-semana. Os últimos fins-de-semana têm sido bastante ocupados, como já aqui me queixei. Mas este fim-de-semana defini objectivos de coisas que têm mesmo de ser feitas, nomeadamente:

 

Para sexta-feira à noite:

- Preparar imagens de anúncios;

-Preparar as sessões de Terapia da Fala para sábado;

- Pintar as unhas que já estão a precisar;

 

Para sábado:

- Reunião com um fotógrafo para o casório no sábado de manhã;

- Ir buscar a primeira remessa de folhas para experimentar os convites de casamento;

- Comprar na staples as restantes folhas para tentarmos fazer o primeiro protótipo de convite;

- Encomendar mais renda no ebay para os ditos convites;

- Dar as sessões de Terapia da Fala;

- Fazer uma sobremesa;

- E o sábado termina com um jantar (uma estreia do mundo virtual para o real com os nossos mais que tudo);

 

Para Domingo, há tantas possibilidades que ainda nem decidimos:

- Ir a Aveiro almoçar com o afilhado e vir para um lanche de aniversário OU Almoçar em casa e ir à sobremesa de um outro aniversário e depois ao lanche;

- E vamos tentar escrever o convite pela primeira vez (pelo menos devíamos tentar).

 

Nisto tudo, ainda não consegui incluir a minha guerra com a máquina depilatória, nem a compensação da minha relação com a cama.

No fundo esta lista não é bem para verem o quanto atarefada ando, mas sim para não me esquecer de nada do que preciso de fazer 

Desejem-me sorte para este fim-de-semana!

 

Qui | 30.03.17

Vida de pobre...

(Imagem retirada daqui)

 

Vida de pobre é começar a fazer o somatório de dois recibos verdes de 2016, mais os ordenados ganhos nos CTT entre Maio e Junho, mais os ordenados da nova empresa entre Junho e Dezembro e perceber que não atinge o valor mínimo para fazer o IRS.

Trabalhei mais de meio ano e ainda assim não atinjo o valor para declarar o IRS e poder ir buscar alguma coisa.

Oh vida de pobre triste!

 

Qua | 29.03.17

Haverá uma idade para se casar?

(Imagem retirada daqui)

 

Quando era miúda não me imaginava a casar antes dos trinta anos. Achava que os trinta anos eram a idade ideal para se casar. Teria tido a oportunidade de viajar, de sair à noite com as amigas, de fazer voluntariado no estrangeiro, de viver sozinha, criar uma vida independente e uma estabilidade financeira. Numa espécie de mundo perfeito, imaginava que a modesta idade de trinta anos era o momento de me ligar a alguém para sempre. Até lá já teria conseguido tudo o que desejava alcançar sozinha. O que nunca imaginei foi encontrar um homem cinco anos mais velho que eu e que queria casar, assim a minha equação teve de ser ligeiramente alterada. No entanto, não acho que seja muito nova para casar, pois já alcancei muita coisa sozinha, nem que seja muito velha ao ponto de ter de acelerar o processo. Até à presente idade defini-me como pessoa, tornei-me objectiva e apesar de ter objectivos comuns com Ele, continuo a ter os meus objectivos pessoais. Nunca deixei de pensar por mim, apenas penso também por Ele e por nós.

Contudo, esta realidade de ser noiva e de contactar com outras noivas nas redes sociais tem-me ensinado que afinal os tempos não mudaram tanto como eu imaginava. Imaginava, não me perguntem bem porquê, que as mulheres dos tempos modernos estavam também focadas em si, nas suas carreiras, mesmo tendo alguém com quem partilhar uma vida e com quem quisessem casar. Pensei que as mulheres de hoje em dia queriam ser independentes, apesar de quererem partilhar as suas vidas com alguém, mas que quisessem passar pelo processo de crescer sozinhas. Antigos eram os tempos em que jovens se casavam com dezoito e vinte anos. Esses, na minha cabecinha, eram os tempos da minha mãe. Meninas, que simplesmente tinham como objectivo preparar um casamento e casar. No entanto, com este meu contacto aprendi uma nova realidade, há muitas, e muitas é sublinhado, jovens entre os dezoito e os vinte e um anos a preparar os seus casamentos para este ano ou o próximo. Pensava que os tempos tinham mudando, mas quando me apercebi que era das poucas noivas mais velhas do grupo (num grupo com mais de 1300 noivas portuguesas e lembro que tenho apenas 26 anos e caso com 27) fiquei ligeiramente assustada com a realidade. Nasci e cresci numa época em que a mulher já tem outros objectivos, para além do casamento, mas é ao ler jovens bem mais novas que eu me apercebo que os tempos estão a regredir (será regredir ou um novo avançar?). Eu tenho sim o objectivo de me casar, quero preparar o meu casamento, mas não estou a gerir a minha vida unicamente em volta desse acontecimento ao contrário do que tenho visto dos novos jovens. O objectivo é tamanho que algumas ainda não têm casamento, data ou até mesmo uma relação estável, mas têm muita coisa definida para o dia do casamento. Na minha mente, uma jovem de dezoito anos deveria estar preocupada com a sua carreira, com as saídas com as amigas, com as férias do verão, tudo menos em preparar um casamento. Acho que com estas idades ainda não estão suficiente amadurecidas para darem um passo tão grande na vida, considero que estas são as idades ideais para o auto-conhecimento e a descoberta de nós próprios (com raras excepções como é claro). Eu aos vinte e um anos apenas queria acabar o curso e sair com os amigos, começar a caminhar pela minha independência.

Não me interpretem mal, não estou a censurar quem tem estes ideais, estou apenas a partilhar a minha incompreensão para com eles, assim como acredito que existam pessoas que acham estranho eu achar que estou a casar antes da idade que tinha definida na minha cabeça. Apenas estou a apontar o estranho que é, se durante anos as mulheres lutaram por conseguirem estudar, conseguirem ser autónomas e de repente as presentes gerações quererem apenas o casamento ideal. É-me estranho, é uma realidade da qual não estava à espera de encontrar, mas claro que aceito e respeito. Aliás, com elas troco ideias para o dia do casamento assim como as aceito.No entanto, não deixo de considerar estranho casarem-se tão novas.

E depois de muita reflexão, haverá ou não então uma idade ideal para casar?

Ter | 28.03.17

A Just foi à Yoga

(Imagem retirada daqui)

 

Um dos meus objectivos de 2017 era aumentar o meu exercício. Ir uma vez por semana à piscina tornou-se insuficiente para quem trabalha quarenta e cinco horas sentada, então tinha decidido que este era o ano em que ia experimentar algo novo. Admito que não foi fácil de encontrar, mais pelo aspecto financeiro que outra coisa qualquer. Aumentar as minhas idas à piscina parecia-me algo aborrecido, voltar à Zumba estava fora de questão (ainda não aguento as músicas tanto tempo seguido depois de dois anos seguidos a zumbar) e correr de Inverno é sinal de pneumonia para mim. Investiguei e todos os ginásios não só exigiam fidelização como não tinham piscina ou as aulas avulso eram um roubo. Até que encontrei o sítio indicado, timming perfeito para sair do trabalho e ir para as aulas e as aulas avulso não eram extremamente caras. Decidi então experimentar a Yoga, já que na piscina trabalho a minha resistência respiratória e física, precisava de algo que trabalhasse a elasticidade.

Ontem decidi então ir experimentar uma aula de Yoga, os principais receios? Para quem jogou andebol Yoga sempre me soou a uma lullaby (como se diz em português? Estou um nadinha esquecida...), mas lá fui, pois se há coisa que lá é trabalhada é a elasticidade. Chega a Just à aula, nada XPTO, sem sapatilhas a combinar com o elástico do cabelo e sem a t-shirt a combinar com as leggins, quando se apercebe que a turma é como ela! Oh alegria! Não vou ser um E.T.! Lá me apresentei à professora e lá começamos os exercícios, na maior das calmas, com uma música de fundo com passarinhos e a água do mar. 'Agora o pé para cima da rótula esquerda, abraçar com o braço direito, braço esquerdo para trás, pescoço a olhar para trás' e foi aí que me senti perdida. A professora até dava as ordens lentamente, o meu cérebro é que não tinha a facilidade de assimilar toda a informação. Ainda assim, não estou tão enferrujada quanto pensava, tirando os momentos em que a professora dizia 'fica' e eu sentia as pernas tremerem, o braço a teimar em descer e os joelhos a cederem (não, não me desmontei, 'tá?).  No fim da aula, lá nos deitamos no colchão para a parte de relaxamento, parte que nunca tive dificuldade nenhuma, mas foi quando ela começou a dizer 'abracem o momento, sintam a paz interior, relaxem os lábios, as sobrancelhas e as orelhas' que senti que aquilo não se adequava muito à pessoa que sou, pois nesse momento só pensava 'e agora? Já está? Isto nunca mais acaba? Oh senhora, relaxar sei eu!'

No entanto, se o meu objectivo era aumentar a minha elasticidade e melhorar a tonificação dos meus músculos acho que com a Yoga vou lá. Hoje sinto músculos das costas e das coxas que nem sabia que existiam. E se saí de lá relaxada? Extremamente relaxada, só deixei de o estar quando me sentei no sofá a ver orçamentos de fotógrafos 

Se voltarei? Provavelmente. Se todas as semanas? Não sei se aguento ir à Yoga todas as semanas e ficar com a sensação de que a sesta deve ser feita depois do almoço e não ao final da tarde.

E por aí, quem já experimentou Yoga?

 

Seg | 27.03.17

A vida acontece, muda-nos

(Imagem retirada daqui)

 

Por vezes dou por mim a pensar na vida. Algo tão subjectivo e ao mesmo tempo tão concreto. Dou por mim a pensar em como por vezes a vida simplesmente acontece, sem darmos por isso. Como os imprevistos surgem, como conhecemos determinadas pessoas, como relações terminam e começam e até no simples facto do fim da vida. Dou por mim a pensar como a vida acontece, como nos muda, como nos molda, como nos transforma. Dou por mim a pensar em como achamos que a vida é eterna até ao momento que nos escapa. Dou por mim a pensar em como simplesmente pensamos que a vida passa só por nós e não pelos outros.

Ao longo desta vida, dos meus vinte e seis anos por estas terras, aprendi tanto e ainda tenho tanto por aprender. Conheci tanto e ainda conhecerei muito mais. Por vezes, fico parada no tempo, numa espécie de reflexão a pensar como a vida passou por mim, mas principalmente como passou pelas pessoas que já conheci. É mais que sabido que ao longo da vida vamos conhecendo pessoas que nos envolvem na sua história, que se tornam figurantes ou personagens principais da nossa própria história, mas que também vão desaparecendo. Acabamos sempre por lhe dar algum tipo de justificação 'foi o curso', 'é o trabalho', 'não tem tempo' para esses desaparecimento gradual, mas chega a uma altura em que a pessoa já só faz parte das memórias do passado. Fica na nossa memória como a pessoa daquelas histórias, como a pessoa que nos contou aquele episódio caricato ou a pessoa que ao ver determinado filme nos surge na memória. Sem dar por isso a pessoa deixou de fazer parte do nosso presente e agora apenas está nas histórias do passado, naquelas histórias de quem já fomos um dia e já nem somos.

O tempo vai passando, não vamos pensando muito no assunto, até ao dia em que nos cruzámos com essa pessoa, directa ou indirectamente. Aí as memórias surgem-nos. Conversas que achávamos esquecidas no tempo voltam a surgir na nossa cabeça e até nos lembramos do porquê dessa pessoa ter feito parte da nossa vida. Questionamo-nos sobre o seu presente, há um café ou uma conversa, e é apenas aí que nos apercebemos que o tempo não passa só para nós. De uma forma egoísta e egocêntrica até àquela conversa achamos que só nós crescemos, só nós evoluímos, mas esquecemo-nos que à nossa volta o mundo continuou a girar para os outros também. Se para nós, já nada é igual, porque haveria de ser para os outros? Apercebemo-nos que a pessoa que um dia conhecemos já não é a mesma da que está à nossa frente a conversar. O sorriso é outro, os objectivos são diferentes e já em nada nos assemelhamos à pessoa que um dia foi nossa amiga. Os pontos em comum pareceram desaparecer, os gostos divergem e as conversas e o tempo já não batem certo. Nada de grave aconteceu, simplesmente a vida. Os caminhos tomados foram diferentes, as opções em nada se assemelham e as transformações que surgiram na nossa personalidade apenas se devem à vida, nada mais. A vida simplesmente aconteceu, nós mudamos com ela, e como em nada as vidas são iguais nós próprios mudamos com elas.

E assim, por causa da vida simplesmente acontecer, vidas se transformam, pessoas saem da nossa vida, mas também outras entram. A vida está em constante mutação e, por muito subtil que seja, não nos é indiferente. A vida leva-nos amizades e a verdade? A verdade é que nos deixa as que são mais importantes.

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