Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

justsmile

Qua | 01.02.17

A minha opção preferida no Facebook

Sem Título.png

Apesar de já ter sobrevivido um mês sem Facebook e de cada vez menos lhe dar importância, gosto de lá passar para ver as últimas novidades de empresas, lojas e notícias de páginas que sigo. No entanto, ao longo do tempo fui adicionando páginas e páginas de coisas que em nada me dizem. Desde procura de casas (que neste momento já não faz parte do meu interesse) a páginas de materiais de Terapia da Fala que neste momento me são praticamente inúteis. Até adicionei todas as sugestões de páginas que me davam, ou de amigos que me convidavam para gostar. Por vezes, fazia-o mais por solidariedade do que propriamente por interesse. É verdade que em tempos essas páginas me poderão ter sido úteis, mas como tudo na vida, a fase passou e agora simplesmente me incomodavam. Tinha tanto, mas tanto lixo visual no feed do meu Facebook que por vezes desistia de o abrir apenas por isso, para não ver coisas que não me apeteciam. Até ao momento em que aprendi uma das melhores opções que já vi no Facebook 'Ocultar tudo de...'

Et voilá! Fez-se luz na minha vida! O meu Facebook está limpo (ou pelo menos vai ficando) e começo apenas a ver coisas que me são essenciais e úteis para o meu dia-a-dia. No meio de todas aquelas coisas desinteressantes voltei a ver as sugestões de receitas que tanto gostava, as ideias de decoração e de construção que me levam a idealizar a casa perfeita. Finalmente, depois de começar a limpar o meu feed consegui voltar a ver as notícias que realmente me interessam e até consigo ver mais publicações de amigos. Tudo o que já não me é útil, interessante ou que simplesmente me é aborrecido leva com a opção de 'ocultar tudo...'. A informação fica apenas para mim, mais ninguém fica a saber o que sigo ou deixo de seguir, mas finalmente começo a seleccionar e a filtrar as coisas que quero.

Hoje é o dia em que cada vez que vou ao Facebook raramente não uso o botão de 'ocultar tudo'. É uma espécie de destralhar tudo o que não me interessa, quase como um processo de minimalismo. Digam lá que não é um botão fantástico!

 

Qua | 01.02.17

O Labirinto dos Espíritos (1/20)

O Labirinto dos Espíritos volta a dar vida a personagens que se tornaram tão queridas para mim como se as conhecesse. O Labirinto dos Espíritos volta a mostrar a vida de Daniel Sempere, Fermín e Issac, d'O Cemitério dos Livros Esquecidos. Apesar de ser o último livro, de uma saga de quatro óptimos livros, este encerra os capítulos anteriores de uma forma que me voltou a levar para as ruas de Barcelona e experienciar os mistérios que lá estão escondidos. Viajar pel'O Labirinto dos Espíritos recordou-me porque gosto tanto de Carlos Ruiz Zafón e porque me apaixonei pelo primeiro livro da saga, A Sombra do Vento.

O Labirinto dos Espíritos pareceu-me ser um dos livros mais bem conseguidos do autor (e olhem que já li sete livros dele). Voltei a ficar agarra ao mistério, ao suspense e fiquei de tal forma rendida à história que cheguei ao ponto de sonhar com ela durante a noite (apesar de não ter sido bonito). É neste livro que muitas das dúvidas da saga são esclarecidas. É neste livro que vemos a família de Daniel crescer e o próprio Daniel, que cresce quando aprende finalmente a viver com o passado. Valls, um dos vilões da história volta à cena e surpreende, surpreende de uma forma macabra e verdadeiramente assustadora. Alicia é a nova personagem que seduz com o seu lado negro e misterioso. Uma mulher poderosa, a primeira mulher A que Záfon dá uma espécie de papel principal. E isso sim, surpreendeu-me neste livro. Quem lê Zafón sabe que as personagens são sempre homens, é claro que por detrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, mas pela primeira vez Zafón dá-lhes a devida importância. Alicia cumpre a importância de Isabella ao longo da história (mãe de Daniel) , de Cristina e até de Núria, personagens que foram desaparecendo ao longo dos livros anteriores. Pela primeira vez, o enredo envolve mais uma mulher do que alguma vez o fez e isso tornou o livro fantástico.

No entanto, sim, há um 'mas', acho que o último capítulo do livro está a mais. O livro termina com o filho de Daniel, Júlian, a lançar o livro que finalmente conta a história da sua família. Contudo, acho que tirando esse capítulo o livro teria o final perfeito, mesmo que na última página Júlian levasse a filha a conhecer O Cemitério dos Livros Esquecidos. Entre o fim do livro e o capítulo que considerei o finalizar da história achei aborrecido e absolutamente desnecessário. Gosto de livros que terminem a história, mas que me dêem azo para pensar no depois, no que terá acontecido depois daquele capítulo encerrado, o que não aconteceu com este livro. Mas não foi por isso que deixei de adorar este livro, muito pelo contrário. 

A saga de 'O Cemitério dos Livros Esquecidos' deixou ficar para sempre na minha memória Daniel e Fermín e só isso faz com que esta seja uma saga incrível.