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justsmile

Seg | 27.02.17

Vamos dar o nó #3 Isto de ser noiva...

 

Isto de estar noiva tem muito que se lhe diga, principalmente pelo termo em si que ainda parece não ter encaixado na minha consciência 'ser noiva, estar noiva'. Apercebi-me disso quando no sábado, na nossa saga em busca da câmara instantânea, Ele cruzou-se com um colega de trabalho. Coisa perfeitamente normal, Ele passa a vida a cruzar-se com conhecidos de cada vez que saimos para algum lado, falaram de trabalho e antes do colega se despedir pergunta com um sorriso malandro 'Então, já estão noivos?'. Eu instantâneamente, sem motivo aparente, fiquei vermelha que nem um pimento e Ele apenas se riu e disse que sim, desde a semana anterior que era oficial. Não sei o porquê do meu embaraço, mas dizer a palavra 'noiva' ainda me parece algo bastante surreal. Aos bocadinhos tenho vindo a consciencializar-me, a contar a mais este e àquele, mas continua a ser uma coisa bastante estranha. É estranho pertencer a um grupo de noivas do Facebook e aperceber-me que sou das que ainda tem as coisas menos definidas, é estranho ver que todas (mesmo as que casam depois de mim) já têm mil e quinhentas coisas idealizadas e eu e Ele, pensamos que 'Pelo menos já temos a quinta!', já não é nada mau!

Apesar desta sensação estranha de estar noiva, tenho deixado as coisas rolarem e estou a dar por mim a ver o tempo passar mais rápido do que seria esperado. Decidimos desde o início que tudo será feito pelas nossas mãos, convites, marcadores de mesa e se possível até as ofertas. Queremos dedicar-nos ao nosso dia com amor e carinho e com um pedacinho de nós, das nossas mãos. Mais que uma questão financeira é uma questão de partilharmos o que é nosso, é entregarmo-nos a este dia com tudo aquilo que podemos dar. Já me sugeriram decoradoras, locais para mandar fazer os convites e até para as ofertas, mas a verdade é que queremos que tudo seja pessoal, seja tudo um pedacinho de nós. Aos poucos começamos a formar as ideias na nossa cabeça, ontem escolhemos a renda e o papel para os convites, já escolhemos um dos momentos 'diferentes' da festa e até já começamos a pensar nas flores. Nada ainda está materializado, nada ainda está na prática, mas aos bocadinhos, por muito estranho que pareça chamarem-me de noiva, começamos a caminhar nesta viagem que me anda a deixar entusiamada.

Isto de estar noiva, ser noiva, tem muito que se lhe diga!

Sex | 24.02.17

Fotografia instantânea, o que escolher?

 

Ultimamente ando apaixonada pelas câmaras instantâneas. Já as ando a namorar há uns meses e tenho olhado para elas com um certo carinho (algo fútil eu sei, ando assim nos últimos tempos). Sei que não é um bem de primeira necessidade, nem lá perto, mas ao investigar pensamos incluir a câmara num dos momentos do nosso casamento e como ainda a quero adquirir antes já andamos a averiguar a situação. 

O drama? Não sabemos bem o que escolher. Em investigações andamos a ver as Instax da Fujifilm, não são muito caras, as recargas ficam baratas pela internet e a diferença maior entre elas é o pequeno espelho que já existe na mais recente e a estética. No entanto, ao ir às lojas descobrimos que existem impressoras de fotografias instantâneas em que enviamos a partir do telemóvel por ligação USB ou Bluetooth e que a fotografia sai na hora, como a da Polaroid. Sem dúvida que a última é a melhor opção a nível prático, basta escolhermos a fotografia do telemóvel e imprimi-la, no entanto estou apaixonada pela ideia da fotografia instantânea, em que o que ficar ficou. Ele diz que se for para o casamento as pessoas podem exagerar no número de cargas por a fotografia não ter ficado bem, mas por outro lado perde-se todo o encanto da fotografia instantânea. Eu e Ele andamos num dilema de primeiro mundo, em que não sabemos se entrar no conceito de instantâneo ou se simplesmente optar pela opção mais prática e mais racional.

E vocês darem um ajudinha com a vossa opinião, ah?

 

Qui | 23.02.17

Não estaremos sós?

(Imagem retirada daqui)

 

Sou aquele tipo de pessoas que dá por si a divagar se estaremos sós neste vasto universo. Por vezes dou por mim a pensar se para além da escuridão do universo não haverão outras vidas para lá da nossa, se iguais, se diferentes, se inexistentes. Mas sempre senti um conforto em achar que há mais para além da escuridão, que há mais para além das estrelas e das luas, que há realmente mais para além de nós próprios. Considero que pensarmos que somos os únicos num universo infinito é simplesmente um pensamento egocêntrico, um pensamento de puro egoísmo. Se nós existimos, porque não haverão de existir seres a anos-luz de distância? Se simplesmente surgimos, porque não haverão de ter surgido num outro planeta qualquer pessoas, plantas ou outra espécie qualquer de seres vivos? Sempre me senti reconfortada em achar tal coisa. Não que acredite em Aliens e em naves espaciais, mas gosto de acreditar que há algo mais para além daquilo que vemos. E ontem, nas notícias, numa das melhores notícias dos últimos tempos, uma das notícias que me fez deixar o telejornal ligado foi sem dúvida a descoberta da existência de 7 novos exoplanetas, em que três deles poderão albergar qualquer tipo de vida. Soou-me tudo tão bem, soou tudo a uma realidade que eu sempre imaginei mas que nunca pensei vir a ter conhecimento.

É reconfortante saber que não estamos sós ou até talvez estejamos, mas saber que há a possibilidade de não estarmos é fantástico. É fantástica a evolução da tecnologia dos últimos anos e é espectacular o que hoje em dia conseguimos descobrir. Ontem, quando vi a notícia foi impossível não sorrir, é bom descobrirmos algo totalmente novo.

E que acham vocês desta notícia?

 

Qua | 22.02.17

Perdida por terras de Amesterdão #1

A viagem a Amesterdão há muito que já estava marcada e com orçamento definido, no entanto, com tantas coisas para pensar nos últimos tempos acabamos por nem dar pela chegada da data da viagem. Aliás, foram apenas alguns dias antes que decidimos o que realmente iamos visitar e o que iamos fazer. No entanto, Amesterdão mostrou-se ser melhor do que aquilo que tinhamos imaginado e preparado. Uma cidade fria, com muita húmidade no ar, mas que nos acolhe em cada esquina com um café quente e a tradicional Waffle Belga (pelos vistos é dos doces mais comidos na Holanda, vá-se lá perceber). Para além de querermos conhecer a cidade queriamos relaxar, desligar-nos dos problemas dos últimos tempos, conhecer, mas sem correr.

 

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Quando chegamos a Amesterdão não tinhamos nada definido para aquele dia, queríamos apenas passear, passar pelas pontes por cima dos diversos canais, ver a cidade em si e observar os seus monumentos. E assim o fizemos, conseguimos ver o Mercado das Flores, a praça de Dam, a praça dos Museus e ficar deslumbrados com todos aqueles edifícios bem tratados que envolvem toda a cidade. Em Amesterdão é facílimo confundir um shopping com um museu e se isso é até certo ponto confuso, por outro é um encanto num mundo em que o velho tem tendendência a dar lugar ao novo.

Amesterdão é uma cidade cheia de movimento, em que as bicicletas são a prioridade, onde poucos carros há e onde o Tram (uma espécie de metro à superfície) se envolve em todos os recantos da cidade. Há aqui e ali biclicletas estacionadas, todos os postes de sinalização são um bom estacionamento e rara é a ponte onde não há uma única bicicleta agarrada com um cadeado. As ruas estão recheadas das famosas Coffeeshosps, Smartshops e Sexshops, mas também de restaurantes italianos, argentinos e pastelarias em que só de olhar nos fazem babar (restaurantes tipicos deles é que nada). Amesterdão, no seu caos de de movimento é bastante organizada, mesmo que tenhamos mil vezes a sensação de que vamos ser atropelados por uma bicicleta ou um Tram. O problema? Por serem todas as ruas tão semelhantes umas com as outras a facilidade em perdermo-nos e ficarmos desorientados é enorme. Afinal o restaurante italiano que achava que já tinha visto era apenas igual ao de três ruas atrás, a Coffeeshop que estava na esquina era apenas exactamente igual ao da saida do Tram, e acreditem que até sou uma mulher com bom sentido de orientação, mas perdi-me em Amesterdão e os terríveis mapas não ajudaram em muito. Contudo, a sexta-feira foi um dia apenas para relaxar, para espairecer e envolvermo-nos na cidade.

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No sábado tinhamos planeado ir ver a casa da Anne Frank, fazer o cruzeiro dos canais e visitar o Vondelpark. A casa de Anne Frank foi sem dúvida uma das visitas mais impressionantes que já fiz na minha vida, não fosse eu uma fanática pela sua vida, como pela II Guerra Mundial no seu geral. A casa de Anne Frank situa-se numa rua em que o único movimento está em volta do museu em honra da jovem, não fossem os bilhetes comprados há mais de um mês e não teriamos tido a oportunidade de a visitar. O que mais me impressionou no museu de Anne Frank não foram os vídeos ou até as páginas do seu diário, mas a minucidade com que Anne conseguiu descrever os anexos e nos quais consegui viajar para uma época muito diferente. A forma como Anne descrevia as suas divisões foi como na realidade as vi, como se sempre soubesse que eram assim. Viajei pela mente de Anne, pela sua vida e pelos seus últimos dias e apesar de ter adorado, saí de lá mais pesada. A sensação de impotência, de vazio acompanhou-me algum tempo, apesar de ter absolutamento adorado.

 

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Ao final da tarde de sábado ainda fomos fazer o cruzeiro, afinal Amesterdão é também os canais que sustentam a cidade. O cruzeiro sobre os canais de Amesterdão é uma das experiências essênciais da cidade, não só pela visibilidade que dá cidade como também pelas paisagens que só são possíveis de barco. O cruzeiro que escolhemos contou-nos também grande parte da história da cidade, assim como nos falou das suas 1700 pontes que unem ruas e ruas. Os edíficios são magnificientes e durante o cruzeiro deu para reparar em alguns pormenores da cidade que até então não tinham sido notados, como nos ganchos que todas as casas têm para levar para os pisos superiores móveis.

Foi sem dúvida um excelente sábado. Na próxima conto-vos o resto da viagem.

Ter | 21.02.17

E disse 'sim', outra vez

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(Imagem de Just Smile)

 

Nunca fui menina de querer alianças de namoro, mas sempre sonhei com o anel de noivado. Talvez por a minha mãe ter um dos mais bonitos anéis de noivado que já vi, talvez por ser algo que nem toda a gente tem ou simplesmente por querer algo que simbolize a preparação de um dos maiores passos da nossa vida. Ele sabia disso e sempre lho tinha pedido que um dia, antes de começarmos a tratar das coisas para o casamento, antes de o anunciarmos, eu queria o anel. Nada extravagante, não o comum solitário e nada demasiado caro. Mas o tempo foi passando, os anúncios foram feitos e começamos a tratar do casamento e no fundo fui perdendo a esperança de que o anel chegasse. Aliás, eu própria já lhe tinha 'resmungado' a dizer que agora que as coisas estavam a ser tratadas Ele que poupasse o dinheiro do anel, mas Ele gosta de me surpreender.

No dia em que cheguei à casa dos 26 embarcamos num avião rumo a Amesterdão para festejar o meu aniversário, prenda d'Ele (e a nossa prenda de Natal, aniversário de namoro e afins) mas não imaginava o que me esperava. Chegamos a Amesterdão fomos caminhar pela cidade, passear durante horas, num momento de encanto e puro relaxamento. Adoro sempre a sensação de estar numa nova cidade e de mapa na mão. Passamos por pontes, visitamos o mercado das flores (onde Ele insistia em comprar-me uma túlipa por ser o meu aniversário, mas que eu não deixava), passamos pelo Palácio Real e ao passar em lojas de diamantes chamei-lhe à atenção de que a única coisa que lhe tinha pedido, um anel de noivado, ainda não me tinha sido concedida. Já ao anoitecer jantamos num pequenino restaurante italiano e foi só em conversa ao telemóvel com a mãe d'Ele que algo despertou a minha atenção, "Ele tem uma surpresa para ti!". Ele ao perceber o que a mãe d'Ele tinha dito ficou imediatamente aborrecido e foi então que fiquei na dúvida se não deveria ter tocado no assunto do anel durante a tarde. No entanto, o momento passou e no fim da noite ainda tentamos ir ver alguns parques, mas o frio intenso e a escuridão da cidade empurraram-nos para o hotel. (Diga-se de passagem que Ele andava à procura do local perfeito para fazer o pedido).

Já no Hotel, um local em que nos sentimos demasiado chiques, já sentada na beira da cama a ver os emails do dia Ele ajoelhou-se, tirou do casaco uma caixa e agarrou-me na mão. Quando o vi assim só pensei "oh não e eu que andei a gozar com Ele!", foi então que ouvi, vindo da sua boca um "Queres casar comigo?" pela segunda vez na minha vida. Ri-me, ri-me que nem perdida e disse um "não" nada sentido, em que de seguida só disse "senão fosse para casar contigo não andariamos preocupados com tanta coisa, é claro que sim!". Abracei-o, beijei-o e os nossos sorrimos demonstraram tudo o resto que nos ia na cabeça. Sei que não somos as pessoas mais românticas do mundo, sei que andamos aqui trocados na ordem 'natural' das coisas, mas nunca mais me irei esquecer do rosto d'Ele naquele momento e da minha reacção, sem dúvida um dos momentos mais felizes da minha vida.

Agora sim, estou oficialmente noiva (ah palavra tão estranha!) e mais do que feliz. Nunca mais esquecerei Amesterdão.

 

P.S.: Não tenho pé de Cinderela, mas tenho dedos de Cinderela e como tal o anel ainda terá de esperar para ser mostrado ao mundo, pois neste momento está a ser feito por medida o modelo que Ele escolheu e que podem ver na imagem.

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