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justsmile

Seg | 09.01.17

A saga de procurar uma casa

(Imagem retirada daqui)

 

Eu e Ele, aqui há uns meses, decidimos começar a procurar casa.

O nosso sonho seria comprar um terreno na nossa terrinha e aí construir a nossa casa. Primeiro passo: Começamos por conversar com este e aquele sobre terrenos e os seus devidos valores e descobrirmos que a nossa aldeiazinha tem ouro ou petróleo no chão. Não que eu tenha encontrado no terreno da minha casa, mas pelos vistos os de alguns vizinhos têm de certeza, pois os valores que pediam para os m2 que ofereciam eram muiiiiito próximos do ridículo. Vá muito ridículos e completamente absurdos.

Segundo passo: Sabendo que de momento não encontraríamos terreno na nossa terrinha, na qual temos objectivo de passar o resto das nossas vidas, começamos por pensar em arrendar. Algo que (pensávamos nós) seria mais acessível e temporário da nossa perspectiva. Lá fomos nós vendo casas e mais casas em três concelhos que circundam os nossos locais de trabalho, e a que conclusão chegamos? Não há apartamentos para alugar a menos de 400€ que não sejam: a) claustrofóbicos; b) não estejam a cair de velhos; c) não sejam a mais de 20 km do local de trabalho; d) não tenham manchas e mais manchas de humidade. Em pouco tempo apercebemo-nos que arrendar não seria a melhor opção. Tudo o que víamos que seria adequado à nossa carteira era demasiado terrível para nos conseguirmos imaginar a viver lá. Ficamos aterrorizados com as condições e com os preços das rendas e a ideia ficou fora de hipoteses.

Terceiro passo: procurar casa. Procurar casa na nossa terrinha tornou-se imediatamente uma tarefa impossível. Tudo bem acima do nosso limite e pouca oferta, aliás, pouquíssima. Começamos a ver em volta e voltamos ao mesmo problema que o aluguer, apartamentos claustrofóbicos e caros. Velhos e a necessitar de imensas obras para os valores absurdos que nos apresentavam. Até que me apaixonei por um apartamento, mesmo antes de olhar para o preço. Um apartamento minimamente confortável, novo e fiquei ainda mais contente com o preço. Ainda sem Ele estar convencido fomos ver o apartamento e fiquei rendida, já me imaginava a morar lá, com um sofá ali e uma mesa acolá. Tínhamos então decidido que o apartamento seria um investimento até conseguirmos comprar um terreno e construir uma casa na terrinha. Teríamos o apartamento com poucas despesas, com uma prestação pequena e, na nossa perspectiva, esse seria o passo mais indicado a dar. Finalmente, tínhamos algo em vista e tínhamos começado a tratar de alguns papéis. Eu andava super entusiasmada e à medida que o tempo passava Ele também (digamos que eu sou a pessoa que assenta mais os pés nesta relação, no que diz respeito às nossas possibilidades e à concretização dos nossos sonhos).

Estava tudo a começar a encaminhar, quando de repente um telefonema mudou tudo. Um terreno que tínhamos perdido na nossa terrinha, ao preço da chuva, estava agora novamente disponível para nós. Primeiro o choque, depois a dúvida e no fim o nó no cérebro. Não sabia se ficar entusiasmada se assustada, mas Ele só dizia, em modo repeat, ‘Não podemos perder esta oportunidade, não podemos perder esta oportunidade’, até me começar a entrar na cabeça. É sem dúvida o negócio do ano, mas simplesmente não temos possibilidades para um apartamento e um terreno ao mesmo tempo. Com a ajuda dos pais, a mãe d’Ele a bênção (e vá, motivação) de quase toda a família lá optamos pelo terreno (não subentendam que os nossos pais nos ajudarão financeiramente porque não é verdade). Estou cheia de receios, construir uma casa parece-me tudo demasiado hipotético, parece tudo demasiado longe, mas sei que é o nosso sonho e pelas contas parece-me possível e concretizável. Não já, já, mas daqui a pouco tempo sim.

Ainda não é nosso, ainda não acredito que virá a ser nosso, mas a verdade é que o entusiasmo já começa a fervilhar um bocadinho dentro de mim. Será desta que conseguiremos algo?

 

P.S.: Este post foi escrito a 26 de novembro, hoje 9 de janeiro de 2017 estamos mais próximos de conseguirmos ter o nosso terreno.